segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Trabalho sobre Aristides Sousa Mendes

Este excerto do trabalho da Flor e do Luís deixa-nos uma várias questões em aberto uma das quiais é a seguinte:
Pensando nesta figura da História do século XX vale a pena ter orgulho em ser português?





Recomeço...



Depois de uma ausência de cerca de dois anos, retomamos a actividade, motivadas pelo crescimento dos nossos alunos e pelos trabalhos de grande qualidade que têm produzido. O que nos fez relançar este blog foi a importância da partilha e da cooperação entre todos.


Na sequência da visita de estudo a Berlim, com alunos do 12º ano, recuperámos trabalhos realizados pelos alunos da turma de Educação e Formação de Adultos, no âmbito do Núcleo Gerador 'Saberes Fundamentais'.
Salientamos deste modo, um trabalho sobre Aristides Sousa Mendes, Consul Português em Bordéus, que nos faz pensar como ainda é necessário 'quebrar muros' e exercer o nosso sentido crítico e de intervenção.



quinta-feira, 1 de maio de 2008

"Trazer" as TIC para a Escola

Relativamente ao nosso contexto, no que respeita às dificuldades de “trazer” as TIC para a escola, seria importante, por exemplo:


(i) melhorar e aumentar o número de equipamentos nas escolas;
(ii) proporcionar mais momentos de formação aos professores;
(iii) desenvolver mais trabalho colaborativo entre os professores.

Os problemas financeiros são os mais difíceis de superar, para um universo de 950 alunos a Escola possui apenas 2 quadros interactivos, afectos a projectos específicos, não estando de acesso livre a todos os alunos e professores. Para este universo de alunos, existem 3 videoprojectores e, na generalidade o equipamento informático, que pode ser usado em situação de aula já ultrapassou os 5 anos de existência. Assim, dos computadores com menos de 5 anos, existe 1 por cada 41 alunos, na totalidade dos PC'S regista-se a existência de 1 por cada 17 alunos.

De destacar, ainda, que é fundamental a tomada de consciência que a escola deverá adaptar-se às novas necessidades da sociedade, numa perspectiva em que a sua função nunca poderá ser a de ensinar tudo o que existe para aprender, mas dar instrumentos aos alunos para poderem ser mais autónomos na procura da informação.


Trazer as TIC para a escola permite ainda uma aprendizagem sem tempo e hora, se pensarmos, nas plataformas de ensino a distância, cuja utilização tem vindo a aumentar, por professores e alunos, na nossa Escola, devido à capacidade de dinamização do professor Coordenador das TIC, na motivação e formação dos professores para o uso da Plataforma Moodle, o que criou nos últimos 2 anos uma dinâmica de troca de experiências e também de momentos de aprendizagem informal entre os professores.


Subsistem, no entanto, ainda problemas de Formação do corpo docente, que têm vindo a ser progressivamente superados, no Plano TIC, da Escola em que leccionamos, a implementar até 2009, pode ler-se que:

“(…) com base nos resultados obtidos num primeiro questionário efectuado aos docentes desta escola, desde já se podem programar algumas acções de formação referentes
utilização de sistemas de informação implementados ou a implementar na escola, as quais serão:

· Formação para o pessoal docente e não docente na utilização da ferramenta Moodle;
. Formação para o pessoal docente e não docente sobre o recurso a software Freeware;
· Formação para o pessoal docente e não docente na utilização e automação do acesso à
Internet;
. Formação para o pessoal docente na utilização da ferramenta Microsoft FrontPage (…)” (Escola EB 2,3/S Pedro Ferreiro - Plano TIC 2007/2009)

Do nosso ponto de vista, há ainda um longo caminho a percorrer, tanto na utilização das TIC como no trabalho colaborativo com outros professores. No entanto, podemos afirmar que estamos abertos à mudança e à realização de novas experiências pedagógicas.

Os professores e o uso das TIC

Todos os professores, como a maior parte das pessoas dos países mais desenvolvidos, utilizam as novas tecnologias no quotidiano, como por exemplo o telemóvel, o microondas, o DVD, o automóvel, entre muitas outras tecnologias do mundo actual.
Jesus Gallego coloca a questão das contradições, entre os professores que utilizam fora de contexto de aula as novas tecnologias, mas que colocam resistências ao seu uso em situação de ensino e aprendizagem.
A mesma autora, no entanto, refere a existência, entre a comunidade educativa de professores “tecnófobos”, os que colocam reservas à utilização de novas tecnologias de informação e comunicação, mas salienta que entre os educadores há também os que demonstram a atitudes positivas -“tecnofilia”- relativamente ao uso das TIC, estes além de poderem utilizar o computador, trabalham de uma forma muito eficaz com outros meios, como por exemplo o audiovisual.
Mesmo entre os investigadores, parece não haver ainda respostas, para a contradição indicada. No entanto, a autora refere que há que reconhecer que: “ que la tecnologia está ahí, - influye –o puede influir- en mi particular y tambiém en mi enseñanza, y tanto en mi próprio caso como en mis colegas de professión” (Gallego).

Gallego, M.J. “Contradiciones de La Comunidad Educativa En La Sociedad de La Información”, s/d, documento electrónico http://quadernosdigitals.net/índex.php?accionMenu=boletines [acedido em 26 de Março de 2008].


segunda-feira, 28 de abril de 2008

A Educação e a Sociedade do Conhecimento

Na sequência de uma lógica teórico-prática, continuamos a reflectir nos temas propostos tentando integrá-los no nosso trabalho quotidiano.
Assim, considerando que: "la misma magnitude del conocimiento humano hace impossible que la educación pueda abarcarlo todo" (The Nacional Academies press, 2002), a função da escola é formar cidadãos autónomos e capazes de desenvolverem a sua aprendizagem ao longo da vida.
Numa tentativa de transpor esta ideia para uma situação de aula, realizámos com os nossos alunos adultos, da disciplina "Aprender com Autonomia", da turma de Educação Formação de Adultos (EFA B3), um trabalho em que discutimos a enorme disponibillidade de informação e a correspondente necessidade de conseguir seleccioná-la da melhor forma.
Deste modo, os alunos pesquisaram um tema livre, utilizando a Internet. Seguidamente concluimos que, face à imensidão de sites disponíveis, deveriamos:
(i) reconhecer que o primeiro site apresentado pelo motor de busca é normalmente o mais lido;
(ii) pesquisar em sites de associações, instituições credíveis, ou governamentais, por questões de segurança;
(iii) fazer o cruzamento da informação, lendo sempre mais do que um site sobre o mesmo assunto.
Seguidamente, solicitámos aos alunos que nos enviassem, por e-mail, as suas opiniões sobre a aprendizagem que realizaram na aula. Decidimos não alterar a escrita dos alunos, pelo que há gralhas de diversa ordem:
"O que hoje aprendi foi, a ir a um sitio sobre um tema, como a reciclagem e como se vai, a um sitio que seja mais seguro para tirar conclusões mais concretas, depois fui ver o meu email. "Fernando, 37 anos

"Ambiente
Gostei da informação que tive sobre o Ambiente, e tambem da maneira como seleccionar os site.
Foi mais um passo para o meu conhecimento.
Estive no site Ambienteonline.pt no dia 10 de Abril. Filomena
Obrigado." Filomena 42 anos

"Sim eu gostei e na minha opiniao deveriamos fazer mais vezes.eu aprendi a ir ao sites da marca" André 18 anos [ o André escolheu pesquisar sobre automóveis]

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Mapas Conceptuais na aula de Históra II

No contexto de uma turma heterógenea, de jovens adultos e adultos, entre os 21 e 64 anos, temos alunos que dominam bem as novas tecnologias e outros, que estão este ano, a utilizar pela primeira vez os meios informáticos.
Decidimos arriscar a contrução de um mapa conceptual de uma forma colaborativa .
O assunto em questão tinha sido estudado em grupos na aula anterior, e ontem contruímos o Mapa Conceptual.
Foi um experiência muito interessante, porque, inesperadamente, quase todos utilizaram o software e cada um construiu uma parte do Mapa. De salientar, porém, que três alunos não se disponibilizaram para tal, pensamos que por medo de não conseguirem, ou de falhar a tarefa. Numa próxima actividade, iremos tentar promover a sua participação mais activa.
Registamos também que os alunos, que têm computador pessoal, mostraram interesse em fazer o Download do programa, o que foi outro aspecto que nos causou surpresa.
Este trabalho, com os alunos do 10º ano do Ensino Nocturno, ainda está em curso, uma vez que foi planeado em três fases:
(i) Análise de textos, mapas, imagens e documento sobre "A Abertura do Conhecimento do Mundo", pelos Estados Ibéricos, no século XV - trabalho realizado em grupo;
(ii) Contrução de um Mapa Conceptual, seleccionando a informação mais relevante - trabalho realizado em grande grupo;
(iii) Síntese individual, a partir da análise do Mapa Conceptual construído - Trabalho indiviadual a realizar na aula de hoje.
Deste modo, tentámos rentabilizar várias dimensões da utilização deste instrumento de aprendizagem, que consideramos muito rico, nomeadamente:
(i) seleccionar informação essencial;
(ii) realizar uma aprendizagem autónoma, partindo de conhecimentos já integrados;
(iii) melhorar a elaboração de sínteses;
(iv) avaliar se o processo de aprendizagem foi realizado pelos alunos;
(v) levar os alunos aapropriarem-se do uso das novas tecnologias em contexto de sala de aula.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A Utilização de Mapas Conceptuais em aula de História


Realizámos uma experiência em situação de aula que foi a utilização do Mapa Conceptual, na aula de História, com a intenção de melhorar o processo ensino e aprendizagem.

Utilizámos o mapa conceptual para analisar um determinado problema de História de Portugal, não seguindo uma visão cronológica da História mas colocando o enfoque numa relação de
causalidade.

Esta opção metodológica permitiu que os alunos ”olhassem” o problema apresentado nas suas diversas dimensões. Permitiu também uma boa interacção e troca de opiniões entre todos os participante (professora e alunos), sobre os conteúdos, facilitando a motivação para o estudo do assunto em causa.

Reconhecemos, no entanto que esta pode ser apenas uma forma de usar o Mapa Conceptual e, por isso pensamos trabalhá-lo noutra perspectiva, de forma a que sejam os próprios alunos a construir o seu próprio conhecimento.

Os Mapas Conceptuais como intrumento de aprendizagem


Neste momento estamos a passar do paradigma de “ensinar” para o paradigma do “aprender. Actualmente, coma evolução da tecnologia podemos ter acesso a instrumentos que poderão ser geradores de motivação, autonomia e de uma aprendizagem autentica. Assim, os mapas conceptuais podem ser um instrumento importante como recurso didáctico no contexto da melhoria das aprendizagens e da apropriação das novas tecnologias

“ El mapa conceptual es un tipo especial de esquema que da sentido y coherencia a los conceptos susceptibles de aprendizage. Com su uso se consigue la conexión necessária de la información para que se formen estructuras potentes de conocimiento aprendido de manera que los conceptos estén relacionados e interconectados” (Ballesteros, 2002:78)


Bibliografia Consultada:

Balester Antoni, (2002), El Aprendizage Significativo En El Prática Cómo Hacer El Aprendizaje Significativo En El Aula – Seminário de Aprendizage Significativa, Documento Electrónico, PDF, in
http://www.aprendizajesignificativo.com/index.htm [acedido em 30 de Dezembro de 2007]

Institut de Ciències de l'Educació de la Universitat de les Illes Balears,
http://www.aprendizajesignificativo.com/index.htm

quinta-feira, 27 de março de 2008

Notícia - III Conferência Internacional sobre Mapas Conceptuais

Entre 22 e 25 de Setembro de 2008, realizar-se-á a III Conferência Internacional sobre Mapas Conceptuais, em Tallinn, na Estónia e em Helsínquia, na Finlândia.
Mais informações em:
http://concept-map.org/submit/
http://concept-map.org/content/view/46/63/

quarta-feira, 26 de março de 2008

A União Europeia e a Sociedade do Conhecimento

Face à revolução digital dos anos de 1990 nos EUA, na Cimeira de Lisboa de 2000, a UE estabelece como objectivo: “tornar-se a sociedade do conhecimento mais competitiva do mundo em 2010” (Comissão Europeia 2003:3)
A EU preconiza uma sociedade do conhecimento como uma sociedade inclusiva, que conduza à “inclusão digital” referindo-se que “ a Internet pode transformar o mundo numa aldeia mundial” (Comissão Europeia 2003:5)
O domínio das TIC, fomenta o crescimento e a competitividade, e a Europa necessita tanto de trabalhadores qualificados como consumidores com cultura digital que possam adquirir os novos serviços.
Conclusão da Cimeira de Lisboa:
- “ cada cidadão deve estar provido da competências necessárias para viver e trabalhar nessa nova sociedade de informação” (Comissão Europeia 2003:7)
- “deve ser dada maior prioridade à aprendizagem ao longo da vida como componente básica do modelo social europeu” (Comissão Europeia 2003:7)
Em 1999 a Comissão avançou com a iniciativa eEuropa com finalidade de que na Europa todos os cidadãos tenham acesso às TIC e que as saibam explorar plenamente. O que se pretende é que todos os cidadãos venham a ter acesso à Internet em casa, no trabalho e na escola com a finalidade de levar os cidadãos a adquirir uma “cultura digital”.
Há no entanto qur registar que no caso de regiões periféricas, ainda persiste uma marca muito forte de iliteracia digital, mesmo entre os "nativos digitais" que só têm acessoa computadores na escola.
Fonte: Comissão Europeia, Para uma Europa do Conhecimento – A União Europeia e a Sociedade da Informação, Luxemburgo, Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Europeias: 2003